Após prender prefeito recebendo propina, procurador-geral de justiça garante combate permanente à corrupção e a improbidade administrativa

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“O recado do Ministério Público é bem claro, não é mais tempo de tirar o dinheiro do povo. Dinheiro público é para ser aplicado corretamente na sua finalidade”. A postura do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto após a prisão do prefeito de Campo Grande, Arnaldo Higino Lessa, é a confirmação de que o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) tem combatido, em todas as instâncias, a corrupção e a improbidade administrativa prezando pelo respeito ao cidadão alagoano.

O gestor municipal foi investigado , após denúncia do desvio de recursos públicos e benefícios que chegavam em notas frias adquiridas. O valor total recebido pelo prefeito ainda não foi contabilizado, mas há provas de que pelo menos R$ 500 mil já teriam sido retirados dos cofres públicos.

“O Ministério Público já fazia o acompanhamento da ação criminosa e na manhã desta sexta-feira tivemos a oportunidade de flagrar o prefeito recepcionando o dinheiro ilícito. No esquema, ele estava sendo contumaz ao receber notas frias e em troca se beneficiar com o valor total de cada uma delas”, declara o procurador-geral.

Conforme Alfredo Gaspar, o prefeito responde num primeiro momento por corrupção passiva e, possivelmente, organização criminosa, mas há ainda uma segunda denúncia em desfavor de Arnaldo Higino.

“Temos denúncias de fatos paralelos a esse crime e com o Ministério Público já existem provas materiais de outros delitos cometidos pelo prefeito Arnaldo Higino. O que ocorreu nesta manhã é o desdobramento do combate permanente da instituição que já vem agindo em mais de doze municípios, pedindo diversas prisões e medidas cautelares em desfavor de agentes públicos e não somente dos gestores municipais, a exemplo de secretários, vereadores, entre outros”, ressalta.

O chefe do Ministério Público reforçou o compromisso da instituição em defesa dos direitos da sociedade, repudiando quaisquer ação ilícita que cause prejuízos direta ou indiretamente ao cidadão.

“Não vamos, de forma alguma, permitir que o povo seja maltratado pela irresponsabilidade e pelos crimes cometidos por pessoas que foram escolhidas como seus representantes. Elas têm a obrigação de ser honestas, respeitar a sociedade e administrar dentro dos princípios da legalidade”, conclui o procurador-geral.

Flagrante

Para flagrar o prefeito recebendo propina, um empresário da cidade se dispôs a colaborar com as investigações do Ministério Público. Na manhã desta sexta-feira , equipes do Grupo de Combate Estadual às Organizações Criminosas (Gecoc), e do Gaesf, comandadas diretamente pelo procurador-geral de Justiça, interceptaram mais uma negociação criminosa, na qual o prefeito receberia o valor de R$ 10 mil.

No entanto, conforme depoimento do colaborador, outros valores mais altos que chegaram até R$ 300 mil, já haviam sido repassados ao chefe do Executivo de Campo Grande.

Após a prisão, o prefeito foi levado ao Instituo Médico Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito, de lá seguiu para a sede do MPE/Al, no bairro do Poço, onde foi ouvido pelo procurador-geral de Justiça e pelo delegado Felipe Caldas. Durante as oitivas ele esteve acompanhado por dois advogados. Terminada a sessão de oitivas, durante toda a tarde, Arnaldo Higino foi levado para o presídio Baldomero Cavalcanti.

Foto: Anderson Macena

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