Ministério Público pede suspensão do exercício da função pública de secretário e responsáveis pelos setores de licitação e Controle Interno de Campo Grande

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Após o cumprimento de mandado de buscas cumprido nessa quinta-feira (30), na prefeitura de Campo Grande, o promotor de Justiça Kleber Valadares, entrou com ação, na manhã desta sexta-feira (01), pedindo o afastamento das funções do secretário municipal de Administração, do responsável pelo setor de contratações e presidente da CPL, também do responsável pelo Controle Interno, da Secretaria Municipal de Finanças. O representante do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), paralelamente, enviou ofício ao prefeito em exercício e vice-prefeito da cidade, José Tenório dos Santos Neto, conhecido como 'Igor Higino' para que em 72 horas sejam disponibilizados todos os documentos referentes a contratações a partir de 2013, gestão do ex-prefeito Miguel Higino, até os dias atuais.

Na ação de investigação criminal, o promotor Kleber Valadares enfatiza que, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, nessa quinta-feira, foi verificado que os documentos relacionados às contratações ocorridas na gestão de Miguel Higino, em sua maioria, haviam sido extraviados, o mesmo acontecendo na administração atual com o prefeito afastado Arnaldo Higino.

“Tudo isso levanta indícios de obstrução do trabalho tanto do Ministério Público como da Justiça. Diante disso, podemos afirmar que há elementos que indicam que os responsáveis pelo setor de licitações da Prefeitura podem ter destruído provas do ilícito penal referente ao ex-prefeito Miguel Higino”, esclarece o promotor Valadares.

Outrossim, o promotor entende que o afastamento dos citados visa impedir que outras provas sejam extraviadas.

“A suspensão do exercício da função pública é o único meio hábil para cessar a conduta criminosa ou impedir que novas ocorram, por parte dos responsáveis pelo setor de licitações”, ressalta o promotor. Ele aguarda tão somente a apreciação judicial do pedido.

Tal medida, segundo o promotor, será mantida até que sejam concluídas as investigações. O pedido de afastamento das funções é em desfavor do secretário de Administração, José Wilton dos Santos, do presidente da CPL, Saulo Suel Inácio dos Santos e do responsável pelo Controle Interno, Alex Garcia Oliveira da Silva.

 

Foto: Claudemir Mota

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