Ministério Público realiza audiência com representantes do Instituto AOCP para esclarecer erros no processo seletivo da Uncisal

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O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio da 20ª Promotoria de Justiça da Capital, realizou mais uma audiência para esclarecer os fatos que colaboraram na divulgação de duas listas diferentes contendo nomes de aprovados no processo seletivo 2018 da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Nesta terça-feira (06), o diretor administrativo do Instituto AOCP, Wesley Fernando Faria, reconheceu a existência de um erro técnico na correção das provas. Ele ainda declarou que foram tomadas providências para contornar o fato e que a segunda lista é confiável e corresponde ao resultado real do vestibular.

O promotor de justiça Sidrack do Nascimento afirmou que a audiência serviu para esclarecer algumas dúvidas e que analisará todos os dados apresentados até agora pelo Instituto AOCP e Uncisal. “Estamos aqui para gir com a cautela que a situação pede. O que desejamos, é averiguar a lisura de todo o processo. Para isso, ouvimos os envolvidos e agora entraremos na fase de análise de provas. Também foi dado um prazo para a empresa apresentar alguns documentos. Só depois saberemos quais procedimentos poderemos adotar”, afirmou.

Explicações

O representante do instituto alegou que o erro foi cometido por um funcionário responsável por programar o sistema, que fez a correção das provas aplicadas no primeiro dia do vestibular com o gabarito dos testes feitos no segundo dia e vice-versa. Além disso, durante o processamento dos resultados, não foram observados alguns critérios que poderiam anular a prova de redação, como a quantidade mínima de linhas que cada texto deveria ocupar.

A falha só foi detectada dois dias depois, quando o responsável pelo setor, que estava afastado por problemas de saúde, fez uma nova verificação de dados. “Isso aconteceu depois que a reitoria da Uncisal nos comunicou que havia vários candidatos questionando os resultados. Assim que detectamos a falha comunicamos aos representantes da universidade e providenciamos uma nova correção, desta vez com os gabaritos na ordem correta, para processarmos um novo resultado”, declarou o diretor administrativo.

Wesley Fernando Faria alega que não houve fraudes no processo seletivo e garantiu que todas as normas de segurança para o transporte e aplicação das provas foram adotadas. Ele ainda disse que a segunda lista divulgada corresponde ao resultado real do processo seletivo.

“Foi um erro técnico, uma falha que lamentamos. Entretanto, tomamos todas as providências para realizar a correção certa e assim fizemos. Temos todas as documentações necessárias que comprovam o que estou afirmando. Desde a nossa contratação até o resultado final, obedecemos todas as normas exigidas pela legislação”, declarou.

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