MPE/AL encerra atividades da campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio

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Quatro palestras encerram as atividades da campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio, “Fala, Estamos Aqui”, que foi coordenada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) e aconteceu durantes todo este mês, com o objetivo de abordar e esclarecer sobre um assunto polêmico, que merece atenção da sociedade. Durante todo o mês foram realizados vários encontros com estudantes, psicólogos, promotores de justiça, profissionais de saúde e educadores para debater o tema.

As palestras desta quinta-feira (27) foram ministradas pelos promotores de justiça Maria José Alves, Marluce Falcão, Paulo Henrique Carvalho Prado e Flávio Gomes. Os eventos foram realizados nos auditórios do prédio-sede do Ministério Público, Conselho Regional de Psicologia e Colégio fantástico, respectivamente. Além dos dois reapresentantes do MPE/AL, a campanha também foi coordenada pela promotora Viviane Karla da Silva.

“Este é um tema tratado como tabu pela sociedade. Mas é um assunto que precisa ser falado, discutido, conversado. Profissionais de saúde, educadores e todos os outros que lidam com essa questão de forma direta ou indireta precisam se preparar. Várias são as causas. Por exemplo, há estudo que apontam o uso de alguns agrotóxicos com possível causa de suicídio, já que eles podem baixar a serotonina, que é responsável pela sensação de bem-estar. Ou seja, são várias causas que precisam ser estudadas, observadas para que possamos montar estratégias para prevenção”, disse Paulo Henrique Carvalho Prado

Em sua palestra, Paulo Henrique Carvalho Prado falou das diretrizes nacionais para a prevenção do suicídio como forma de criar estratégias de promoção de qualidade de vida. Ele falou também da construção da rede de atenção pisco Social, que está sob os cuidados da Secretaria de Saúde do Estado.

“É preciso está atento e preparado para esta situação. Por isso, as atividades da campanha foram encerradas, mas não as atividades para discutir meios de prevenção. Os promotores deverão trabalhar o assunto nas cidades onde atuam, com palestras em escolas, hospitais e nas comunidades. Não pararemos por aqui, esse é um tem que precisa ficar sempre em pauta “, disse.

A promotora Maria José Alves Abordou o porquê do Setembro Amarelo e ainda falou sobre a necessidade do diálogo. Já a promotora Marluce Falcão ministrou uma palestra sobre os aspectos criminais da indução ao Suicídio, jogos como o Baleia Azul. A conversa aconteceu com os alunos do 9º ano e do ensino médio do Colégio Fantástico.

“Precisamos motivar as pessoas a parar, ouvir, dar um abraço, um sorriso fazendo com que as outras que necessitam de apoio se sintam acolhidas. O ouvir faz muita diferença e pode salvar vidas. Por isso levamos a campanha a vários lugares, ela precisa ganhar a sociedade e conscientizá-la desse papel tão primordial”, declarou Maria José Alves.

A promotora Maria José explicou que o seu surgimento do Setembro Amarelo foi instituído pela Organização das Nações Unidas(ONU), por meio da Organização Mundial de Saúde (OMS), que escolheu o dia 10 de setembro como o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio. Lembrando o caso de um jovem americano que tinha a vida, aparentemente normal, mas que aos 17 anos cometeu suicídio.

“O Ministério Público abraçou a causa e a pretensão é fazer mesmo quando terminada a campanha, o assunto prevaleça, a importância dessa discussão permaneça. Apesar de o mês de setembro ter sido o escolhido para trabalhar a prevenção ao suicídio, este trabalho não termina com o final do mês, a causa continua e deve ser abraçada diariamente, colocada em prática, por todos nós, durante o ano. Temos de olhar com mais carinho para nossos familiares, para nossos amigos, pessoas do trabalho e até para quem não conhecemos direito. Basta perceber que precisam de nós”, concluiu Maria José.

 

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