Comenda Rodriguez de Melo

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MANOEL RODRIGUEZ DE MELO nasceu em Maceió, Capital da, então, Província das Alagoas,a 27 de junho de 1876, sendo filho de Manoel Rodrigues e de sua esposa, Florinda Joaquina Rodrigues de Melo - ela, ex-escrava que reforçava o orçamento doméstico vendendo tapioca, nas calçadas. Teve seis irmãos. Vocacionado para os estudos, enfrentou sacrifícios, mas, conseguiu completar o Curso de Humanidades (correspondente ao Segundo Grau), no antigo Lyceu Alagoano e, depois, formou-se em Ciências jurídicas, pela tradicional Faculdade de Direito do Recife (PE). De volta de Pernambuco, foi aproveitado pelo governador Euclides Malta, de quem chegou a ser secretário, depois de ter ocupado os cargos de Curador-geral de Órfãos e de Delegado-geral da Polícia da Capital. Mais tarde, assumiu a 2ª Promotoria Pública da Capital - tendo sido, posteriormente, promovido para a 1ª Promotoria. No governo de Batista Acioli, foi eleito deputado estadual, na legislatura de 1917/18, e constituinte, em 1934 (como um dos mais votados). Durante todo o seu mandato, defendeu,como um leão, os direitos da classe trabalhadora - numa época em que a chamada "Questão Social" ainda era considerada simples caso de polícia - e combateu, com a mesma veemência, as concessões oficiais a estrangeiros para a exploração das nossas riquezas naturais. Opôs-se ,até o final, à venda da fábrica de linhas de Delmiro Gouveia a um truste estrangeiro, e, também , à retirada da sonda de petróleo de Edson Carvalho, da área de Riacho Doce, o que lhe valeu ser escolhido para Presidente da Comissão Permanente Pró-Petróleo em Alagoas.

Cumpre ressaltar, ainda, que bateu-se, através dos anos, pela criação de um Instituto de Menores (para evitar a remessa dos mesmos para a Penitenciária )- de uma Casa Correicional (que reeducasse os infratores pelo trabalho).

Paralelamente à carreira no Ministério Público Estadual, Rodriguez de Melo destacou-se como um brilhante e atuante homem de Letras: foi poeta parnasiano (autor de refinados sonetos), conferencista, jornalista que não temia suscitar polêmicas e desagradar os poderosos - fez parte da equipe do Jornal de Debates, do Correio de Alagoas, do Diário da Manhã, do Gutemberg (que chegou a dirigir),de A Tribuna, do Jornal de Alagoas, do Jornal do Comércio (do qual foi o redator) - teatrólogo - entre as dezenas de suas peças teatrais, destacam-se o drama social "A Tormenta" (cuja montagem alcançou enorme sucesso de público), a comédia "Conciliação" e o drama "Uma Página da Vida" que foi montado pela famosa "Companhia Itália Fausta" - prosador, tribuno dos mais eloqüentes, sócio-fundador da Academia Alagoana de Letras, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Alagoano, um dos fundadores da AAI - Associação Alagoana de Imprensa e da Seccional de Alagoas da Ordem dos Advogados do Brasil.

Após a fundação da Faculdade de Direito de Alagoas, viu-se nomeado professor da Cadeira de Filosofia do Direito.

Falava Francês, Inglês e Espanhol. Reuniu em sua residência - inicialmente, localizada na Praça da Catedral e, depois, na Rua do Sol - uma preciosa biblioteca, pela quantidade e variedade das obras que iam dos chamados "clássicos" a monografias sobre a cultura e as línguas africanas e indígenas.

Casou-se com Cecília Pires Rodrigues de Melo, que lhe deu oito filhos, dos quais existem descendentes, até o presente .

 

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